O governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, aparece em uma posição confortável na pesquisa Quaest, com relação aos concorrentes, na disputa pelo Governo do Estado. Ele obteve 38% de intenções de voto na sondagem estimulada, no 1º turno. O segundo mais bem posicionado, o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB), surge com 19%.
A sondagem foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo JPB2, das TVs Paraíba e Cabo Branco.
Para a compreensão dos números, que possibilitam uma ‘largada’ interessante para o candidato governista, é preciso considerar elementos diversos, como alianças políticas, ‘peso da máquina’ e temas pontuais externos que podem ter reduzido a capilaridade dos opositores nas últimas semanas.
Mas três pontos fazem parte e foram detectados também pelo levantamento: a rejeição dos opositores, a boa avaliação do Governo e o apoio do presidente Lula ao projeto.
É que no quesito rejeição, o ex-prefeito Cícero e o senador Efraim Filho (PL) lideram o ranking com 46%. Um percentual que cria um ‘teto’ e inibe um possível crescimento dos dois a longo prazo. Ao mesmo tempo, a gestão estadual aparece bem avaliada, com até 61% de aprovação – conforme a pesquisa.
Na seara política, Lucas começa a colher os dividendos de uma articulação feita na pré-campanha, quando ele obteve o apoio do PT e do presidente Lula – após uma queda de braços com Cícero Lucena.
Os dados trazidos pela pesquisa mostram que o movimento foi assertivo. É que 53% dos entrevistados preferem ter um futuro governador aliado de Lula (PT), frente a 20% que dizem optar por uma candidatura ligada ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
A tendência quebra um ciclo histórico nas disputas eleitorais paraibanas de falta de conexão entre os resultados eleitorais alcançados por Lula no Estado e as campanhas apoiadas por ele.
A disputa, contudo, está apenas no início. A pesquisa é uma ‘fotografia’ do momento que pode, claro, ser modificada ao longo das próximas semanas. A depender das estratégias adotadas e dos fatos políticos que venham surgir ao longo dos embates.
No caso dos opositores, o desafio é reavaliar cenários e reduzir os índices de rejeição e o impacto da boa aprovação governista. Para Lucas, a necessidade de manter os ‘pés no chão’ diante de uma corrida com um longo percurso até outubro.
Pesquisa Quaest
A Quaest, contratada pela TVs Cabo Branco e Paraíba, realizou 804 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números: PB-07850/2026 e BR-00699/2026.

