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Brasil dá sinais sem a bola

CBN Paraíba

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A seleção brasileira está classificada para o mata-mata da Copa do Mundo 2026. E depois de uma estreia ruim contra Marrocos, o time começa a dar sinais de evolução sob o comando de Carlo Ancelotti. É bem verdade que Haiti e Escócia são adversários mais frágeis tecnicamente, mas a transição rápida do time brasileiro potencializa o futebol de Vini Jr., como acontecia no Real Madrid comandado pelo italiano, e eleva o nível da equipe como um todo.

Diante da Escócia, o Brasil fez mais pressão no campo de ataque, mas nem precisou de tanto para conseguir fazer o adversário falhar. Foi assim no primeiro gol marcado e também no lance anulado que havia terminado com mais um do camisa 7.


					Brasil dá sinais sem a bola

Vini Jr. é o cara do Brasil de Carlo Ancelotti.

(Foto: Nathan Ray Seebeck)

Brasil passa no teste e termina a fase de grupos em evolução

Outro acerto foi a escalação de Rayan no lugar do lesionado Raphinha. O ex-atacante do Vasco colaborou no perde e pressiona e ainda criou boas oportunidades.

Passada a pressão da estreia e com o dia a dia de trabalho nos Estados Unidos, a seleção brasileira já tem uma cara de conjunto. Bruno Guimarães aparecendo como elemento surpresa. O meio-campista é o líder de assistências da Copa do Mundo.

E Matheus Cunha é realmente o cara certo para colaborar no campo de ataque. Defende, arma no meio e ainda deixa a sua marca.


					Brasil dá sinais sem a bola

Matheus Cunha se tornou o artilheiro da Paraíba em Copas do Mundo.

(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)

As laterais também são pontos positivos para Ancelotti. Depois de perder Wesley, Danilo era realmente a melhor e única opção. Já na esquerda, Douglas Santos parece estar no auge da carreira e, diante da Escócia, foi capaz de apoiar bem no campo ofensivo.

Alerta ligado!

Foi, sem dúvida, a melhor atuação do Brasil sob o comando de Carlo Ancelotti. O que mostra que um bom período junto para trabalhar faz a equipe criar identidade.

Agora também é preciso trabalhar em outras frentes. Isso para o time conseguir se adaptar a novos estilos de jogo e encarar equipes de nível mais elevado no mata-mata.


					Brasil dá sinais sem a bola

Carlo Ancelotti vai moldando o Brasil ao seu estilo, mas ainda precisa consolidar mais repertório.

(Foto: Getty Images)

E um detalhe liga o alerta para os próximos desafios. É que antes da falha escocesa que gerou o primeiro gol do Brasil, o time europeu tinha mais de 60% de posse de bola. Uma seleção de melhor nível, com a bola, pode criar danos irreparáveis em tempos de Copa do Mundo.

Como a transição rápida tem sido a principal característica do Brasil na Copa, a Seleção “ganhou” na posse de bola nos três primeiros jogos com pouca diferença para os adversários. Somente o Haiti não conseguiu se aproximar do time brasileiro nesse quesito.

  • Brasil 51% x 49% Marrocos
  • Brasil 57% x 43% Haiti
  • Brasil 54% x 46% Escócia

Passada a fase de grupos, os adversários agora serão mais duros. A começar pela segunda-feira (29), onde o Brasil terá pela frente Japão, Suécia ou Holanda, com a Laranja sendo a opção menos provável. Os japoneses estão vivendo um grande momento na história, enquanto os suecos, historicamente, não costumam temer a Amarelinha.

Outro alerta se dá no sistema defensivo. Marquinhos e Gabriel Magalhães, apesar das boas fases em seus clubes, estão deixando o time vulnerável. Isso também se deve ao rendimento de Casemiro, que ainda está abaixo do esperado.

Apesar disso, o Brasil já emplacou dois jogos sem sofrer gols. Ponto para o sistema defensivo de Carlo Ancelotti.


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Gabriel Magalhães e Marquinhos ainda não engrenaram na Copa do Mundo.

(Foto: Reprodução/CBF TV)

Daqui para lá, tempo para trabalhar novas estratégias, tentar reter mais a bola e também conseguir impor uma pressão no campo de ataque mais firme. Tudo para que o Brasil consiga explorar ainda mais Vini Jr., o protagonista do time.

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