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Fernando Haddad pode estar se queimando para a eleição presidencial de 2030

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					Fernando Haddad pode estar se queimando para a eleição presidencial de 2030

Foto/Reprodução PR.

Se me pedissem para escolher um grande quadro da cena política nacional, eu não teria dúvida alguma. Seria Fernando Haddad, em quem votei na eleição de 2018.

A eleição de 2018, inevitavelmente, me traz a lembrança de gente da academia com sólida formação intelectual que deixou de votar em Haddad para votar em Bolsonaro.

Fernando Haddad, paulistano, 63 anos. Professor universitário, tem graduação em direito, mestrado em economia, doutorado em filosofia. Um currículo invejável.

Fernando Haddad foi ministro da Educação no segundo mandato de Lula e no primeiro de Dilma Rousseff. Foi prefeito de São Paulo e ministro da Fazenda no Lula III.

Fernando Haddad é uma voz serena e moderada – talvez a mais – dentro do PT. Mas o seu perfil é tão necessário quanto é problemático num partido de esquerda. 

Fernando Haddad não tem se mostrado bom de urna. Eleito prefeito de São Paulo em 2012, perdeu a disputa pela reeleição para João Doria, em 2016.

Em 2018, candidato a presidente da República ungido por Lula na última hora, Fernando Haddad foi derrotado por Jair Bolsonaro. Em 2022, candidato a governador de São Paulo, perdeu a eleição para Tarcísio de Freitas, o candidato escolhido por Bolsonaro.

Dizem que Fernando Haddad não tem carisma. Não sei. É possível que não tenha mesmo. Mas lhe sobram inteligência, lucidez, habilidade – uma extensa lista de virtudes.

Trabalhemos com a hipótese de que Lula será reeleito em outubro que vem. Será seu quarto e último mandato como presidente da República. Urge pensar em 2030.

Fernando Haddad não queria disputar nenhum cargo na eleição de 2026. Sua candidatura a governador de São Paulo atende a uma necessidade de palanque para Lula.

Tarcísio de Freitas é o franco favorito na atual disputa pelo governo de São Paulo. Sua reeleição parece tão certa quanto a derrota de Fernando Haddad.  

Fernando Haddad resistiu o quanto pôde. A sua ideia era deixar o Ministério da Fazenda e fazer parte da equipe de coordenação da campanha de Lula à reeleição.

Fernando Haddad estaria na cena política para ser preparado à disputa presidencial de 2030. A candidatura em São Paulo muito provavelmente queimará seu nome. 

Acumular derrotas é muito ruim para um político. Fernando Haddad já perdeu três eleições. Perder pela quarta vez pode arruinar o seu futuro. Ruim para o Brasil. 

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